Estações Sé, Barra Funda, Luz, República e Brás são as com maior número de ocorrências

 

Furtos crescem 8% em 2017 no Metrô e CPTM. Reprodução.

 

G1 – São Paulo – Os furtos nas estações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPM) aumentaram 8,4% de 2016 para 2017, segundo levantamento feito pela TV Globo. Em 2017, foram 2189 furtos, 170 casos a mais do que no ano anterior.

É uma média de 6 furtos por dia.

As estações mais visadas pelos bandidos são, na ordem de número de furtos: Sé, Barra Funda, Luz, República, Brás, Tatuapé, Corinthians Itaquera, Pinheiros, Anhangabaú, Carandiru. Um em cada dez furtos foi na estação Sé, no período.

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A estação de Pinheiros, que interliga a CPTM com a linha 1-Amarela, aparece com 51 casos. A Via Quatro, que administra a linha, disse que as pesquisas de satisfação mostram que os passageiros se sentem seguros nas estações e nos trens.

E ainda há vaga para seguranças no Metrô, segundo os numeros na internet. O Metrô devia ter 1267 agentes, mas, em março, 109 vagas estavam em aberto porque as contratações foram suspensões pelo governo do Estado. Segundo o Metrô, agora foi autorizada nova contratação.

A reportagem do SP2 analisou 4 mil boletins de ocorrência de furtos nas estações do Metrô e CPTM e percebeu que o aumento de furtos nas estações foi maior do que o registrado na cidade de São Paulo no período (5,6%).

Os dias e horários preferidos dos ladrões são: segunda-feira entre 18h e 19h – horário campeão de furtos nas estações de trem e metrô. Nessa hora as estações ficam lotadas, é praticamente impossível andar, todo mundo se esbarrando e os ladrões se aproveitam disso.

11% dos furtos nos últimos dois anos foram 18h e 19h. Pela manhã, o pior horário é por volta das 8h, na segunda-feira.

Mas há casos registrados todos os dias, o dia inteiro. O gerente de segurança do Metrô admite que quando há mais policiamento, os furtos tendem a diminuir, e que a companhia vai preencher o quadro de seguranças.