Causas das mortes ainda não foram confirmadas, mas há suspeita de hipotermia

 

Dois moradores de rua foram encontrados mortos nesta segunda-feira (21) em São Paulo (Foto: Padre Júlio Lancellotti/Reprodução Facebook )

 

G1 – São Paulo – Dois moradores de rua foram encontrados mortos na madrugada desta segunda-feira (21) em São Paulo. O IML ainda não confirmou a causa das mortes, mas há suspeita de que não tenham resistido ao frio. A cidade de São Paulo registrou a menor temperatura média do ano, com 8ºC, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).

Um corpo foi encontrado na Rua General Jardim, na região Central. Outro na Av. do Rio Pequeno, na Zona Oeste.

Para o Padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua, a falta de marcas de violência indica que as mortes têm relação com o frio. “No IML nunca dizem que a causa da morte é hipotermia. Vão encontrar alguma outra patologia. Mas isso aconteceu justamente na madrugada mais fria do ano”, afirma.

O homem encontrado no Rio Pequeno foi identificado como Marciano da Silva Correia, de 34 anos. Ele era pai de 4 filhos. Segundo amigos, Marciano tinha problemas com álcool e sua mãe tentava convencê-lo a sair da rua. O outro homem com idade entre 22 e 24 anos ainda não foi identificado.

Acolhimento de moradores

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que 326 pessoas foram acolhidas, por meio da Coordenadoria de Pronto Atendimento Social (CPAS), na madrugada desta segunda. A pasta afirmou que oferece atendimento 24 horas para pessoas em situação de rua.

“Desde o dia 17 de maio a Prefeitura de São Paulo intensificou o atendimento à população em situação de rua da capital com o início do Plano de Contingência para Situações de Baixas Temperaturas – 2018. A ação segue até o dia 30 de setembro e será reforçada sempre que a temperatura atingir o patamar igual ou inferior a 13º, ou sensação térmica equivalente”, diz a nota.

Segundo a Prefeitura, dois abrigos emergenciais serão abertos, um na região central, com 100 vagas, e outro na Lapa, com 80 vagas. Essas vagas serão acrescentadas às outras mais de 14 mil já existentes nos Centros de Acolhimento.