De acordo com o Boletim de Ocorrência, os indiciados cobravam uma taxa mensal dos feirantes, sob ameaça de fechar a feira livre

Leste Online
16/05/2020


B.O. - Leste Online

Boletim de Ocorrência da prisão em flagrante de agentes da Prefeitura – Imagem: Arquivo Pessoal

SÃO PAULO — Um assessor do Gabinete e um fiscal da Subprefeitura de Itaquera foram presos em flagrante, na noite da última quinta-feira (14), pela prática de extorsão a feirantes da região.

Segundo apuração, ambos continuam presos.  A prisão foi efetuada na Rua dos Tilburis, na região da Cidade Líder, Zona Leste da capital paulista.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, os indiciados cobravam uma taxa mensal dos feirantes, sob ameaça de fechar a feira livre no local.

As pessoas que trabalham na feira chegavam a pagar em média de R$ 180 a R$ 300 reais por mês aos servidores públicos.

Com os agentes da prefeitura foram apreendidos um telefone celular, documentos e R$ 674 reais em dinheiro.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo, diz que recebeu a notícia de que os servidores haviam sido presos, sob a acusação de recebimento de propina em uma feira noturna, a qual, segundo a administração municipal é irregular.

O texto diz ainda que os funcionários não estavam à serviço no momento da prisão, e que, não possuíam viatura oficial e nem estariam sob a proteção da Guarda Civil Metropolitana – GCM.

A administração municipal diz também que abriu um SEI (Sistema Eletrônico de Informações) para apurar o caso e que repudia o ocorrido e está à disposição da justiça e polícia para fornecer todas as informações que se fizerem necessárias.

Leia a íntegra da nota da Prefeitura de São Paulo, enviada através da Subprefeitura de Itaquera:

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Subprefeitura Itaquera, informa que na manhã de ontem, sexta-feira (15), recebeu a notícia de que dois agentes de apoio foram detidos em flagrante sob acusação de recebimento de propina em uma feira irregular noturna.

No horário em que o delito foi registrado os funcionários não estavam à serviço, não possuíam viatura oficial e também não estavam sob a proteção da Guarda Civil Metropolitana – GCM.

Além disso, um dos agentes de apoio estava de licença, devido a quarentena que visa o combater à Covid19.

A subprefeitura informa ainda que abriu um SEI (Sistema Eletrônico de Informações) para apurar o caso.

A administração municipal repudia o ocorrido e está à disposição da justiça e polícia para fornecer todas as informações que se fizerem necessárias.

 

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