Falta de leitos em unidades de terapia intensiva atinge os hospitais municipais Tide Setúbal, Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo e Doutor Inácio Proença de Gouveia

G1
17/04/2020


Hospital Ermelino Matarazzo - Leste Online

Quatro hospitais da Zona Leste atingem 100% da capacidade das UTIs – Créditos: Mapio

SÃO PAULO — Quatro hospitais da Zona Leste de São Paulo estão sem vagas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para casos graves. O problema ocorre por conta do avanço dos casos de coronavírus registrado no estado e atinge os hospitais municipais Tide Setúbal, Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo e Doutor Inácio Proença de Gouveia.

Segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (16), o número de mortes por coronavírus no estado de São Paulo subiu para 853. Já são 11.568 casos confirmados da doença no estado. Nas últimas 24 horas, foram 75 novas mortes e 525 novos casos confirmados da infecção.

Em alguns hospitais estaduais, a lotação dos leitos de UTI passa dos 80%. No Emílio Ribas, a lotação é de 93%. O hospital tem só 30 leitos, mas é referência em infectologia. O governo quer instalar mais 20 leitos de UTI no local.

No Hospital das Clínicas, que é ligado à Faculdade de Medicina da USP, 83% das vagas de UTI também já estão ocupadas.

O governo do estado diz que tem um sistema para aproveitar melhor as vagas e que pacientes da capital podem ser transferidos para o interior. A secretaria de Saúde também estuda como usar vagas dos hospitais particulares para atender pacientes do SUS.

Maiores taxas de ocupação de UTI:

 

  • Hospital Emílio Ribas: 93%
  • Hospital Geral de Pedreira: 93%
  • Hospital Geral Vila Nova Cachoeirinha: 86%
  • Hospital das Cínicas: 83%
  • Hospital Geral de Carapicuíba: 80%
  • Hospital Geral Santa Marcelina do Itaim Paulista: 80%

 

“A taxa de ocupação de leitos tem oscilado diariamente, e também durante o dia. [ No Emílio Ribas] tivemos ontem um óbito e duas altas. Essa taxa de ocupação então oscilou de 100% para 93% hoje. Quando os leitos vagam, eles são disponibilizados para a Central de Regulação dos Serviços de Saúde, que vai direcionar novos casos para ocupar esses três leitos. Eventualmente esse movimento demora até 12 horas”, afirma o diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Luiz Carlos Pereira Junior.

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