Paralisação de motoristas e cobradores afetou circulação de ônibus em SP

Veículos atrasaram saída das garagens na madrugada desta sexta-feira (22). Sindicalistas foram conversar com funcionários sobre a Reforma da Previdência e campanha salarial

22/03/2019 – 10:38


 

Fila de ônibus no Terminal Varginha, na Zona Sul de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo
Fila de ônibus no Terminal Varginha, na Zona Sul de São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo

 

SÃO PAULO (G1) – Uma paralisação de motoristas e cobradores afetou a circulação de ônibus em São Paulo na manhã desta sexta-feira (22). Terminais e pontos estão lotados após os veículos não saírem nos horários de rotina das garagens das empresas.

A paralisação atingiu a Vip Transportes Urbanos na Zona Leste, a Viação Campo Belo e a Viação MobiBrasil na Zona Sul, e a Viação Sambaíba na Zona Norte.

Segundo o Sindicato da categoria, sindicalistas foram para as garagens conversar com os trabalhadores sobre a Reforma da Previdência e sobre a campanha salarial de 2019.

De acordo com a São Paulo Transportes (SPTrans), todos os ônibus já deixaram as garagens e às 5h46 toda a frota já estava nas ruas. No entanto, a normalização do sistema é gradativa e os passageiros sofrem com os reflexos dessa paralisação.

No Terminal Itaquera, na Zona Leste, região atendida também pela empresa Vip, os pontos estavam cheios e os passageiros se espremiam para entrar nos coletivos que começavam a circular. O acesso ao Metrô, na linha 3-Vermelha e a estação Itaquera da CPTM ficaram sobrecarregados de passageiros por causa da paralisação.

A SPTrans informa que uma manifestação sindical surpresa atrasou o início da operação em 33 garagens das empresas do subsistema estrutural, nesta sexta-feira.

Edsom Caram, secretário de Mobilidade e Transportes, diz que não existia uma decisão de paralisação e administração municipal desconhecia o ato nesta manhã. “O que nós estamos fazendo é correr atrás para atuar essas empresas por descumprimento”, disse.

Segundo ele, 1 milhão de passageiros foram afetados, o que corresponde de 10 a 15% dos usuários. Ao todo, um milhão de pessoas que utilizam os 3.820 ônibus de 561 linhas foram afetadas, prejudicando também a operação nos 29 terminais municipais. As linhas do subsistema local operam normalmente.

De acordo com Caram, existe diálogo da Prefeitura de São Paulo com as empresas de ônibus. “Há interlocução sim com o membro da SPtrans e da própria secretária, mas nós fomos pegos de surpresa.”