Repercussão mundial sobre PM que matou ladrão expõe violência do Brasil

 

Jornais internacionais repercutem caso da PM que matou ladrão na porta de escola em Suzano. Foto: Reprodução / Daily Mirror

 

UOL – São Paulo – O Brasil e sua imagem ligada à violência ganharam atenção especial na mídia internacional neste início de semana. O caso da policial militar que reagiu a uma tentativa de assalto e matou o ladrão em Suzano (SP) ganhou grande repercussão na mídia estrangeira, com relato do caso e reprodução do vídeo em vários veículos da imprensa em vários países do mundo.

Apesar de a violência ser um tema tradicional relacionado ao Brasil na mídia internacional, o caso repercutiu especialmente em jornais e sites populares, além de tabloides, em que a história é apresentada como um caso de heroísmo excepcional.

A cabo Katia da Silva Sastre, que atirou no assaltante, foi chamada de ”heroína” e de ”corajosa” pelos tabloides britânicos ”Daily Mail” e ”Daily Mirror’, por exemplo.

”Este é o momento em que uma tentativa de assalto de um homem armado contra crianças e famílias foi frustrada por uma mãe que esperava –que era uma policial armada de folga”, diz o ”Daily Mail”

Segundo o jornal inglês ”Metro” destaca o fato de que a tentativa de assalto ocorreu em frente a crianças e mães.

”O homem armado apontou seu revólver para mães e ameaçou o segurança, levando sua carteira e telefone”, diz.

O relato internacional do caso se junta a uma série de notícias publicadas com regularidade a respeito da falta de segurança no Brasil, o que ganhou mais atenção nos últimos anos por conta da crise.

A violência é frequentemente uma das primeiras associações que estrangeiros fazem ao pensar no Brasil, e casos excepcionais assim, destacados em jornais populares, têm potencial de marcar a imagem do país mais do que análises aprofundadas sobre as causas do alto número de homicídios no Brasil, ou casos que têm peso político mais forte, como o assassinato da vereadora Marielle Franco.

”Pergunte a um estrangeiro o que vem a sua mente quando ele pensa no Brasil, e um adolescente armado usando sandálias pode não estar muito atrás de jogadores de futebol ou passistas de carnaval de biquíni”, explicou certa vez a revista ”The Economist”, em uma reportagem sobre o alto  número de homicídios no Brasil e o impacto disso na forma como o país é visto do exterior.