Ponte que liga Itaquaquecetuba e Itaim Paulista continua interditada

Moradores utilizam uma outra ponte improvisada, mas a estrutura também apresenta riscos. Prefeitura de Itaquaquecetuba disse que as duas cidades estão elaborando projetos para a realização das obras no local, mas não informou o prazo

G1
14/06/2019 – 22:00


 

Ponte interditada atrapalha moradores de Itaquaquecetuba — Leste Online
Ponte interditada atrapalha moradores de Itaquaquecetuba — Foto: Reprodução/TV Diário

 

SÃO PAULO — A ponte que liga Itaquaquecetuba e Itaim Paulista continua interditada. Enquanto a estrutura não recebe os reparos necessários, os moradores estão usando uma ponte improvisada, mas o local também apresenta riscos.

A Prefeitura de Itaquaquecetuba informou que as duas cidades estão elaborando projetos para a realização das obras no local, mas não informou prazo para que isso seja feito. Sobre a outra ponte que serve como alternativa para os moradores, a administração municipal não se pronunciou.

A Subprefeitura de Itaim Paulista disse que, por se tratar de limite entre municípios, continua em tratativa com a Prefeitura de Itaquaquecetuba para viabilizar os consertos necessários.

O Diário TV mostrou a reclamação dos moradores da Vila Monte Belo há cerca de um mês. Durante este período, nada foi feito. O barranco que ficava na base da ponte não existe mais, a sustentação foi corroída. A estrutura de metal também apresenta problemas, está enferrujada.

A comerciante Cláudia Alves explica que a Prefeitura chegou a bloquear a passagem de caminhões. “Quando abriram a ponte, foi colocada uma placa que era proibido passar caminhões, mas ninguém respeitava. Na realidade, eles deveriam ter colocado duas barras de ferro para impedir isso. Mas passava caminhão, ônibus e acabou abalando a estrutura.”

A vendedora Maria Lidiana de Melo conta que a situação é pior no período da noite, porque o local está sem iluminação. “A gente passa, mas passa com medo, porque não tem outro acesso. Quando a ponte estava liberada, tinha o trânsito de carro, agora até o comércio fecha mais cedo.”

Ricardo Alexandre Womela é motorista de van escolar e precisa passar pela estrutura improvisada todos os dias. “Isso aqui é uma carroceria de caminhão, a outra ponte tem uma estrutura, essa é para passagem de pedestre, não tem beiral nenhum, se a gente não medir o carro direito pode cair no córrego.”

O reciclador Ângelo Cardoso de Matos instalou suportes na base da ponte e limitador de largura para tentar ajudar, mas conta que os caminhoneiros não respeitam. “Passa caminhão e a gente arruma até confusão porque eles acham ruim”.

José Carlos Rodrigues também é motorista de van e teve prejuízo por conta da interdição. Ele gasta R$ 700 a mais com combustível por causa dos desvios. “Eu penso em desistir, mas por enquanto tenho contrato com as mães por um ano. Depois disso eu vou ver o que eu faço na minha vida, porque o consumo está demais”, conta.