Tarcísio pede desculpas por roubos de celular e promete combater receptação

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o Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante evento em São Paulo para entrega de viaturas às polícias. — Imagem: Reprodução/TV Globo

Durante entrega de viaturas e armas para as polícias, o governador de SP destacou que mais de 84 mil celulares foram recuperados neste ano pelas polícias paulistas, mas admitiu que é preciso fazer mais

g1


SÃO PAULO — O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu desculpas nesta quarta-feira (17) aos moradores do estado que têm lidado com roubos de celular.

Durante evento de entrega de viaturas e armamentos para as polícias paulistas, o governador, que é pré-candidato à reeleição, admitiu falha no combate a esses crimes no estado.

“A gente pede desculpas ao cidadão que passa por isso, que tem um celular roubado. A dor e trauma de um assalto, muitas vezes à mão armada. Muitas vezes deixa um trauma. O Estado tem que garantir a segurança e, quando não garante, está falhando”, declarou.

“Não vamos nos esconder atrás dos indicadores. Eles estão caindo muito, mas enquanto tiver o cidadão sendo roubado e tendo o celular subtraído, nós não vamos descansar. A gente sabe que é o crime que aborrece e que derruba a sensação de segurança. E o cidadão tem direito de ficar em paz”, disse o governador.

Na cerimônia desta quarta (17), Tarcísio destacou que mais de 84 mil celulares foram recuperados neste ano pelas polícias paulistas, mas admitiu que é preciso fazer mais.

Ele prometeu combater, principalmente, a receptação de aparelhos, que, na fala dele, é um “negócio que alimenta o crime nas ruas”.

“Nós não vamos dar trégua pra essa turma. Se tem alguém cometendo o furto na rua, tem alguém ganhando dinheiro com isso. É a mesma história da Cracolândia. Se existia, é porque tinha um negócio por trás. E a gente demorou tempo para perceber qual é o negócio por trás da Cracolândia”, disse.

“Não era a venda de crack para dependente químico e pessoal em situação de rua. Era muito maior. E quando a gente percebeu isso, conseguiu desmontar todo o castelo de cartas que possibilitava o funcionamento da Cracolândia. Não vai ser diferente com isso [roubo de celulares]”, completou.