Cálculo é de moradora que interditou andar térreo da casa para evitar perdas nas inundações. Água baixou e agora é lama o que ocupa as ruas da região

R7
22/10/2020


Enchente - Leste Online

Enchente em março deste ano matou um rapaz na região da Vila Alabama – Imagem: Reprodução/Associação dos Moradores do Jd. Alabama

SÃO PAULO — Moradores da Vila Alabama, no extremo leste de São Paulo, voltaram a sofrer com enchentes  após o transbordamento do córrego Itaim nos dois dias seguidos de temporal na cidade – a nona, só em 2020. A tragédia é anunciada e se repete ali há anos.

A contagem é da aposentada Sônia Silva de Lima, de 60 anos, que morou na região durante metade da vida. O problema é tão recorrente que ela já não usa o andar térreo da casa. “Por sorte nossos quartos ficam em cima. A parte de baixo da casa está isolada. Mas tem casa que não tem a parte superior, então, fica muito difícil e triste”, disse.

Em imóveis sem a mesma estrutura, a chuva pode provocar acidentes fatais. Em março deste ano, um rapaz morreu eletrocutado na residência vizinha à de Sônia, depois que o andar térreo da casa dele inundou.

De tão habituados ao problema, os moradores instalaram comportas nas casas e um sistema próprio de alerta para possíveis enchentes, com direito a sirenes.

No início deste ano, porém, ainda havia esperança de que o problema fosse resolvido. “O subprefeito, junto com o prefeito Bruno Covas, nos prometeu que esse ano sairia a canalização do córrego. Ficamos contentes mas não aconteceu. Ficou só na promessa”, reclamou Sônia Silva de Lima.

R7procurou a prefeitura de São Paulo, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.

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