Estação de medição do Inmet na Zona Norte da capital registrou 114 mm de chuva entre o fim da tarde de domingo (9) e 9h desta segunda-feira (10)

G1
10/02/2020


Chuvas - Leste Online

Fortes chuvas causam alagamentos na Grande SP e capital – Foto: Reprodução/Redes sociais

SÃO PAULO — O Mirante de Santana, na Zona Norte de São Paulo, registrou 114 mm de chuva entre o fim da tarde de domingo (9) e 9h desta segunda-feira (10). Essa é a maior quantidade de chuva em 24 horas para o mês de fevereiro registrado em 37 anos, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Esse volume de chuva só foi superado pelos 121,8 mm ocorridos em 2 de fevereiro de 1983. Veja os maiores registros de chuva feitos pelo Inmet, que faz a medição no Mirante de Santana desde 1943:

  • 121,8 mm em 02/02/1983
  • 114,0 mm em 10/02/2020
  • 109,5 mm em 28/02/2011
  • 103,3 mm em 08/02/2007
  • 102,7 mm em 17/02/1988
  • 102,0 mm em 21/02/2016

Se levarmos em consideração todos os meses do ano, o temporal foi o 8° maior acumulado em 24 horas da história, ainda segundo o Inmet.

Até as 9h desta segunda, choveu 299,6 mm no Mirante de Santana nestes primeiros dez dias do mês, volume acumulado que já supera a Normal Climatológica (uma média feita entre 1981 e 2010) que é de 249,7 mm para todo o mês de fevereiro.

Mais de 80% do previsto para o mês

 

A capital paulista registrou 83% da chuva prevista para o mês de fevereiro em apenas 10 dias, informou nesta segunda-feira (10) o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo.

Para este mês, a média esperada é de 216,7 mm e até as 7h desta segunda havia chovido cerca de 179,9 mm.

A frente fria entrou no Estado de São Paulo pelo Vale do Ribeira, provocando chuvas fortes e alagamentos.

O temporal ganhou força na capital paulista a partir da primeira hora da madrugada, acumulando, em aproximadamente 3h, cerca de 60 milímetros (mm) de média na capital paulista. Determinados bairros registraram números acima dessa média. Os rios Pinheiros e Tietê transbordaram, deixando pontos de alagamento intransitáveis.

A circulação dos transportes públicos (ônibus, metrô e trens) foi comprometida e a prefeitura suspendeu o rodízio de veículos. A recomendação dos bombeiros é que as pessoas evitem sair de casa.

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