Veja o que é permitido e proibido na restrição de circulação em SP

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Polícia e vigilância sanitária farão blitze para fiscalizar eventos em SP - Imagem: Reprodução

Medida do governo de SP visa impedir eventos com aglomerações das 23h às 5h. Trabalhadores e transportes não serão afetados

R7


SÃO PAULO — São Paulo terá restrição de circulação das 23h às 5h nas 645 cidades do estado. A medida começa a valer na sexta-feira (26) e valerá até o dia 14 de março. As restrições, anunciadas nesta quarta-feira (24), atendem às determinações do Centro de Contingência do coronavírus para conter a alta de casos de covid-19.

O que não é permitido

A restrição na circulação tem como objetivo evitar eventos e situações em que pessoas participam de aglomerações, aumentando a transmissibilidade do vírus. “Há uma razão para isso e a ciência vai explicar, mas eu antecipo: as pessoas não costumam beber durante o dia. Bebem durante a noite”, disse Doria.



Segundo o governo paulista, as fiscalizações serão realizadas pelas vigilâncias sanitárias dos municípios, pela Polícia Militar e pelo Procon. De acordo com Doria não serão multados os participantes dos eventos e sim os organizadores das festas.

O que é permitido

Os serviços essenciais continuarão a funcionar normalmente durante qualquer período, inclusive o horário restrito. Segundo Doria, não haverá interrupção nos serviços de transportes. Também não haverá advertência, multa ou impedimento à circulação de trabalhadores.

Os estabelecimentos comerciais deverão, por sua vez, obedecer às regras determinadas para cada região de acordo com o sistema de faseamento do Plano São Paulo. De acordo com a reclassificação do Plano São Paulo, o estado tem quatro regiões na fase vermelha, sete na laranja e seis na amarela.

Na fase vermelha, a mais restritiva, somente serviços essenciais podem funcionar, como padarias, supermercados e postos de combustível.

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Na fase laranja, de acordo com o Centro de Contingência, academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros e parques estaduais podem funcionar. Todas as atividades estão liberadas por até oito horas diárias, e a capacidade de público é de 40%. Todos os estabelecimentos, porém, devem encerrar o atendimento presencial às 20h. O consumo local em bares ainda fica proibido nesta etapa.

fase amarela também permite 40% de ocupação presencial para todas as atividades liberadas, incluindo parques estaduais. No entanto, o expediente sobe para até dez horas diárias e atendimento presencial pode ser encerrado até as 22h. Nos bares, as portas devem fechar ao público mais cedo, às 20h. Atividades não essenciais que geram aglomeração, como festas, baladas e shows continuam proibidos.

Aumento em internações

De acordo com o coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes, houve aumento significativo no número de internações em São Paulo nas últimas semanas, principalmente em relação a pacientes graves com covid-19. Até o início da tarde desta quarta, havia 6.657 pacientes internados em leitos intensivos, recorde negativo desde o início da pandemia.

“Se nós olhamos para o futuro, nós temos uma previsão bastante preocupante que é poder esgotar os recursos de leitos de UTI em aproximadamente três semanas”, disse Menezes. Ele apontou ainda duas possibilidades para o recrudescimento da pandemia: o grande número de aglomerações e festas clandestinas desde o final de dezembro e a circulação de novas variantes do coronavírus.

O secretário de saúde do Estado, Jean Gorinchteyn, afirmou que a preocupação não dever ser somente com a ampliação do número de leitos. “Se as medidas restritivas não forem feitas, teremos impacto na saúde em 22 dias”, afirmou.

O governo do estado organizou uma força-tarefa para ampliar a fiscalização das equipes de Vigilância Sanitária em conjunto com as prefeituras.

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